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Feira 3 meses atrás

Os ciclos de Grazi Ventura

Trabalho de fotógrafa reúne delicadeza e sensibilidade, retratando a vida em diferentes estágios

Toda mulher possui peculiaridades, trejeitos e manias que a torna única no mundo. Enxergar parte desse processo de amadurecimento feminino através das fases da vida é o principal objetivo do projeto Ciclos do Feminino, da fotógrafa Grazi Ventura.

A FHOX acompanhou e divulgou cada série realizada. As imagens captadas, as percepções e emoções de Grazi farão parte de um grande registro sobre o olhar de uma mulher para outra mulher, e agora, esse projeto será exposto na Feira Fotografar 2017. A exposição ficará localizada no 6° andar e abrangerá todas as fases, divididas em 7 ciclos do feminino.

Partindo do princípio de que a vida transcorre de 7 em 7 anos, Grazi idealizou a divisão dos ciclos e explicou sobre a exposição, “em um mundo onde mulheres buscam seu lugar e seu empoderamento, o projeto é, acima de tudo, um convite visual ao autoconhecimento”.

Infância, Por Grazi Ventura

Infância

Do 0 aos 7 ganhamos a consciência do EU, aprendemos a andar, falar e pensar. Vemos um mundo muito bom onde tudo queremos imitar e com tudo brincar. Nossa família é o centro do mundo. Dos 7 aos 14 começamos a vivência do eu e a escola vira o centro de tudo.

Fotografar a minha filha quase todos os dias nos últimos 6 meses está sendo uma experiência riquíssima. Mesmo sendo fotógrafa, e talvez por causa disso, acabava fotografando-a esporadicamente, em um evento ou outro, em situações especiais, como todo mundo.

Adolescência, Por Grazi Ventura

Adolescência

Bia, a adolescente que fotografei, tem 16 anos e estuda na Waldorf há um ano. Ela é meiga, feminina, artista de primeira, desenha maravilhosamente bem e faz teatro. Sempre foi líder de turma e adora esportes. Sou um pouco suspeita pra falar dela, porque a sua mãe é minha amiga e irmã de alma há 20 anos. Desde o começo do projeto eu sabia que a Bia seria a minha representante da adolescência.

Independência, Por Grazzi Ventura

independência

Dos 21 aos 28 anos desenvolvemos nossas primeiras habilidades técnicas e passamos a representar alguns papéis na sociedade. Buscamos um lugar no mundo mas ainda nos preocupamos sobre “o que os outros vão pensar de mim”.

Acreditamos no grande e único amor e nos identificamos fortemente com o ideal do casamento e construção de uma casa e de uma família. Nos identificamos com nosso corpo como canal de sedução e conquista de um lugar dentro do feminino.

Gestação, Por Grazi Ventura

gestação

A gestação acontece geralmente na fase dos 28 aos 42 anos quando passamos por um amadurecimento psíquico e físico. É normalmente nesta etapa que nos tornamos mães e portanto conquistamos nossa identidade máxima dentro dos ciclos do feminino. É como se cumpríssemos uma tarefa importante (porém não única) da nossa passagem aqui na Terra. Gaia, mãe natureza, evoca em louvor e, além de nos deixar ainda mais bonitas, nos entrega super poderes.

Maternidade, Por Grazi Ventura

Maternidade

Nesta fase [maternidade] também começamos a retratar (explicitar) as nossas emoções mais verdadeiras, tudo está muito latente e ás vezes caímos nos nossos próprios buracos e dificuldades para que possamos nos lembrar de quem realmente somos: valores, crenças, fortalezas e dificuldades. Tudo isso para passar a diante uma versão mais pura e madura da pessoa que nos tornamos.

Maturidade, Por Grazi Ventura

Maturidade

Dos 42 aos 60 amadurecemos nossa capacidade de realizar. Temos mais presença de espírito e fazemos o que nos é essencial. A mulher passa a dividir com mais equilíbrio a sua vida pessoal e profissional e se destaca em suas carreiras e projetos.

“não da mais pra estar no mundo sem que eu seja uma legítima representante de mim mesma”.

Experiência, Por Grazi Ventura

Experiência

Dos 50 aos 63 anos alcançamos nossa maturidade espiritual com o aumento da nossa força interior e a entrada em uma fase mística. Passamos a dar valor a beleza interior e aos uso inteligente da nossa energia. Liberamos por completo o nosso sentir e no final o nosso querer. O que eu quero fazer, eu quero fazer bem e isso passa a ser absolutamente essencial.